quinta-feira, 1 de março de 2012

Saindo Das Trevas Capítulo 1:

"E hoje mais um dia sem encerra, fechando uma porta que não se abrirá mais. Ouço contundências, ouço um tempo que não para, vejo um mundo sem cor com tamanha profundidade. Sinto-me um gelo, sinto-me definitivamente só o bastante para entender que o mundo não funciona da minha maneira. Mas o todo que eu vivo, faz se tornar uma espécie de proteção, tornando-me unânime a todos estes desencontros.
Mesmo assim, fico perdido e meus olhos escondem uma realidade que não há limites e espaços. Não valorizam o realismo, os sonhos, os sentidos. Me saio como uma pena, sem tal sentidos para compreender que não sou forte o bastante para absorver o relógio e seus ponteiros! Se eu entendesse, mudaria os mares, o planeta, os hemisférios e suas contingencias?
Basta olhar ao seu redor, crer que o mundo está perdido e que não há escapatória. A dor que é aprisionada, a raiva que é ilustrada, o ódio que regride, a mágoa que destrói e a pura falta de olhares que os céus escondem diante das nuvens. Mas indo além, indo no horizonte que construímos, sinto-me em correntes, sinto-me em cadeados que se afunilam a lua que hoje, não se compreende mais aos dias que vivemos.
Somos indefinidos, somos a própria arte desenhada em rascunho, somos talvez uma pessoa entre um bilhão la fora que se encontram em mesmo estado, ou até mesmo, desencontradas, irreconhecíveis.
As características, a rota que agora se fundiu a este tempo, ficou magnata, ficou morta. Ficou aguada demais, ficou afim de soltar, e mostrar que realmente o recomeço está chegando.
Deixe que sua realidade se aproxime a luz, deixe sua própria força alcance o infinito que seus olhos não criam. Não se surpreenda, apenas aguarde. (...)"

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